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LAS MUJERES CAMBIAN LOS MUSEOS. DE LA IGUALDAD A LA EQUIDAD

¿De quién son los museos? ¿Para quién están destinados? ¿Dónde están las mujeres en los museos? ¿dónde están las mujeres racializadas, empobrecidas, indígenas? ¿Son los museo espacios de presencia y autoridad femenina? ¿Cómo trabajan las mujeres en los museos?, ¿Han cambiado los museos con respecto a las mujeres? ¿Cómo marcar una agenda en igualdad que abra los museos?

Desde hace más de dos décadas asistimos a un nuevo contexto político y sociocultural, en el que los debates sobre la dinámica de género es protagonista en la agenda académica, social y política. Los museos se enfrentan al reto de discutir su definición de museo, su papel en la sociedad y la resignificación  de su patrimonio. 

Consideramos necesario ampliar y fortalecer la vinculación entre instituciones y profesionales del campo de la museología, la antropología, las artes, la educación, la cultura y el activismo en temáticas de género, que vienen trabajando desde el feminismo, las identidades indígenas, quilombolas, los colectivos invisibilizados y las disidencias sexuales a fin de pensar en la política cultural y en la redefinición del concepto de patrimonio.

El trabajo es coordinado desde tres sectores clave: 

  • Universidades intercontinentales; 
  • Museos y centros de arte y cultura comunitarios/colectivos;
  • Sociedad Civil, a través de asociaciones que forman parte del sistema cultural y social y de derechos humanos.

Hace del proyecto MUJERES CAMBIAN LOS MUSEOS. DE LA IGUALDAD A LA EQUIDAD un trabajo modélico en red y cohesionado, que implica a todos los protagonistas para su consecución. Las relaciones entre las instituciones museológicas, la universidad y la sociedad civil han sufrido transformaciones que generan nuevas prácticas institucionales, formas de trabajo, elaboración de proyectos compartidos y la emergencia de otros relatos.

La irrupción de las mujeres en los museos está suponiendo una reflexión sobre los presupuestos que interrogan al supuesto sujeto del museo, develando la falsa «universalidad» del museo de origen europeo y al carácter masculino, occidental, burgués y de clase media urbana como simbólico subyacente, que entra en contradicción con los actuales objetivos del museo: nuevas audiencias, igualdad, educación inclusiva, implicación social, reconocimiento de las culturas indígenas y ancestrales, ecología, el museo como espacio de reconocimiento y transformación.  

Los museos hoy deben ser instituciones abiertas, democráticas e inclusivas.

La forma de lograr ese objetivo no consiste simplemente en la apertura cuantitativa a mayor cantidad de público, sino en una revisión crítica de sus propias prácticas, desde una mirada interdisciplinar que permita deconstruir los postulados del pensamiento hegemónico y occidental que hasta hace poco tiempo han sostenido estas instituciones. Esto permitirá generar otras maneras de pensar la sociedad, los grupos excluidos por cuestiones de género, clase, étnico, religión, y cuestionar el sentido común, los prejuicios y la discriminación desde una reestructuración cognitiva del pensamiento occidental y repensar los espacios como espacios educativos y simbólicos.

AS MULHERES TRANSFORMAM OS MUSEUS. DA UGUALDADE À EQUIDAD. 

De quem são os museus? A quem se destinam? Onde estão as mulheres nos museus?

Onde estão as mulheres racializadas, empobrecidas, indígenas? Os museus são espaços de presença e autoridade feminina? Como trabalham as mulheres nos museus? Os museus mudaram em relação às mulheres? Como estabelecer uma agenda de igualdade que abra os museus? 

Há mais de duas décadas que assistimos a um novo contexto político e sócio-cultural, no qual os debates sobre as dinâmicas de gênero estão na vanguarda da agenda acadêmica, social e política. Os museus enfrentam o desafio de discutir a sua definição, o seu papel na sociedade e a re-significação do seu patrimônio.  

Consideramos necessário alargar e reforçar os laços entre instituições e profissionais nos campos da museologia, antropologia, artes, educação, cultura e ativismo em questões de gênero, que tenham trabalhado no feminismo, identidades indígenas, quilombolas, coletivos invisíveis e dissidência sexual, a fim de pensar na política cultural e na redefinição do conceito de patrimônio.  

  • O trabalho é coordenado a partir de três setores-chave:
  • Universidades Intercontinentais;
  • Museus e centros comunitários/coletivos de arte e cultura;
  • Sociedade Civil, através de associações que fazem parte do sistema cultural e social e dos direitos humanos.  

Isto faz do projeto MULHERES TRANSFORMAM OS MUSEUS. DA IGUALDADE À EQUIDA DE um trabalho modelar em rede e coeso que envolve todos os protagonistas na sua realização. As relações entre as instituições museológicas, a universidade e a sociedade civil sofreram transformações que geraram novas práticas institucionais, formas de trabalho, elaboração de projetos partilhados e o surgimento de outras narrativas.  

A emergência das mulheres nos museus implica uma reflexão sobre os pressupostos que questionam o suposto sujeito do museu, desvelando a falsa «universalidade» do museu de origem europeia frente ao carácter masculino, ocidental, burguês e de classe média urbana como simbólico subjacente, o que contradiz os objetivos atuais do museu: novos públicos, igualdade, educação inclusiva, reconhecimento das culturas indígenas e ancestrais, ecologia, o museu como um espaço de reconhecimento e transformação.  

Os museus hoje devem ser instituições abertas, democráticas e inclusivas.

A forma de alcançar este objetivo não consiste simplesmente na abertura quantitativa a um público maior, mas em uma revisão crítica das suas próprias práticas, de uma perspectiva interdisciplinar que permita desconstruir os postulados do pensamento hegemônico e ocidental que até recentemente sustentavam estas instituições. Isto permitirá gerar outras formas de pensar a sociedade, os grupos excluídos por gênero, classe, etnia, religião, e questionar o senso comum, os preconceitos e a discriminação a partir de uma reestruturação cognitiva do pensamento ocidental e repensar os espaços como espaços educativos e simbólicos.